quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A curiosidade matou a curiosidade

A curiosidade, dominou-me, admito. Senti a necessidade de virar aquelas páginas como se a minha vida dependesse por completo desta ação. Fui virando-as rapidamente e lendo frases soltas em cada página mais rápido ainda. Naquele momento, meus olhos tinham sede pela leitura. Era impossível segurá-los, parecia que tinham ganhado vida própria.
Achei, achei! Lá estava o que queria! E neste exato momento percebi o quanto havia arruinado o meu próprio momento e o meu futuro. Não deveria ter lido, não deveria! Por que fui dar ouvidos para curiosidade? Por que deixei que ela me dominasse? 
Larguei os meus olhos daquelas páginas, daquelas palavras e agora eles estavam totalmente ao meu controle, mas quem havia saído de si era o coração. O que ele sentia no meio daquele mundo de sentimentos?
Fechei meus olhos o mais forte possível e desejei que tudo aquilo fosse um sonho.
Mas era real.
Às vezes, desejamos que um sonho seja realidade mas há vezes onde desejamos que a realidade seja um sonho.

Um comentário:

J. Ríos disse...

E como desejamos mesmo que a realidade, às vezes, seja apenas um sonho. A curiosidade nos desperta, não se culpe!

Abraços

anjoclandestino.blogspot.com