quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pensamento 7 de 365

A ordem dos meus pensamentos mudou. Fugiram da prosa e foram se versificar entre estrofes. Um dilema: se eu tombá-los mais para um lado do que para o outro, perderei o lado que não for a minha escolha? Ou os dois continuarão em mim e conseguirei voltar ao outro sempre que quiser? A prosa está comigo durante tanto tempo que estou com medo de perdê-la quando eu for me ceder aos versos, que me envolvem encantadoramente tacando-me um feitiço bem no peito e na alma.
Mas, pergunto-me: este encanto irá durar em mim? E se eu quiser me encontrar com a minha velha amiga prosa, nem que seja para bater um papo de meia hora e tomar um café, ela virá? 
Talvez eu não perca nada, talvez tudo continue em mim e eu saiba alimentar um sem deixar o outro com fome ou me deixar com fome insaciável de um deles.
Não sei se sou prosa ou se sou poesia. Temo ser uma e escolher a outra por não saber ainda qual sou. Mas o meu maior medo é não ter nenhuma das duas pois, assim, eu certamente teria perdido minha sensibilidade de sentir os instantes reais ou criá-los e conseguir passá-los para o papel - na forma que for. 
Desejos e vontades: ao verso, que fique; à prosa, que permaneça; e, à minha sensibilidade, que viva ainda mais.

2 comentários:

Karoline Freitas. disse...

Desde muito pequena me flagro pensando "e quando as palavras acabarem? e quando não sobrarem-me nenhum história para inventar?". Ai.

Acredito que podemos ser prosa e poesia, não no mesmo papel mas podemos nos escrever de diferentes formas, de diferentes cores em diferentes letras. Só não podemos cultivar a falta de escrita, o silêncio das folhas.

Viajando na batatinha parte 987197823764836. Tá, espero que tu entendas.

Tatiane Trajano disse...

Que vivam e vivam sempre!