segunda-feira, 3 de maio de 2010

O pouco é muito.

Eu estava tendo essa oportunidade novamente. Ela vinha até a mim poucas vezes. Eu tinha apenas minutos, quase dois minutos e apenas oito reais. Talvez oito reais não valha nada, mas para mim vale. Talvez para você dois minutos também sejam equivalentes a nada, mas para mim não.
Dois minutos -suspiro.
Dois minutos se passam rápido, não posso negar. Mas eles podem ser os melhores. Os melhores dois minutos.
Engraçado como fico feliz e ansiosa de repente, chego a tremer de tanta felicidade. Ando pela casa sem ter noção para onde estou indo, ando por impulso, por inquietação. Sinto meu coração enlouquecendo, quase pulando de meu peito. E a fala? Ela sai com esforço. Muito esforço. Não teria graça se eu ficasse calada, se eu não desse nenhuma palavra ou arrumasse um assunto. Qualquer assunto, não importa o qual seja, basta falar e eu me sinto bem falando com certas pessoas, não todas. Me sinto totalmente confortável para dizer o que sinto, pois sei que ela me entende. Sei que somos quase iguais. Quase irmãs. Um sonho seria se esse "quase" não existisse antes da palavra "irmã". Mas não deixo de pensar, "Se é assim, não deveria haver mudança." Talvez se fossemos irmãs, talvez se fossemos vizinhas não teríamos o contato que temos hoje. Não teríamos essa ligação encantadora, nem esse imenso amor, carinho e cautela.
Os dois minutos se passaram. Meu coração se tranquilizou, mas meus pensamentos não. Os dois minutos acabaram e eu nem disse "Eu te amo." Sei que seria diferente se ouvisse da minha própria voz essas três palavras. Eu estaria falando, e  não precisaria de leitura agora, elas ouvirião.

Postagem dedicada à: Letícia  e Patrícia.
Com vocês, o pouco é muito. Não o bastante, mas muito. Muito o suficiente para me fazer feliz durante, horas, dias, semanas, meses e anos. Muito o suficiente para me fazer quem eu sou hoje. O suficiente para que eu consiga caminhar sorrindo.
Um abraço de vocês, um simples abraço, não seria muito, mas o bastante.

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