domingo, 12 de junho de 2011

Em busca da inspiração, primeira parte.

Seu sorriso era, em sua maioria, triste. Quando dava-se um alegre, era escondido por uma de suas mãos ou pelo cabelo. Este é o primeiro dos muitos traços de uma menina tímida, extremamente tímida, na verdade. Falava com poucas pessoas, era reservada e muito seletiva. Tinha uma opinião forte e gostava de, cada vez mais, fortalecer também a sua personalidade. Lembre-se personalidade forte não é sinônimo de pessoa fria, com poucos sentimentos. Alías, sentimentos eram o que, desde pequena, não faltava na menina e pode-se dizer o mesmo quanto imaginação que tinha.
Havia muita criatividade ali, muito bom gosto, boa escrita, bons ouvidos para música e bons olhos para enxergar quem era boa pessoa e quem não era e, principalmente, quem tinha um bom coração. Quanto a este último, poucas vezes errava. Era confiável, amável e tinha uma sinceridade que não machucava ninguém. Sabia expressar a verdade sem causar dor em quem ouvisse-a. Caso raro este. Vejo muitos que tentam fazer o mesmo e acabam sendo ásperos e ácidos demais.
Ela gostava de estudar, tinha amor pela expansão do seu conhecimento. Não pensava tanto em dinheiro, creio que nem pensaria tanto num futuro distante ou não, não seria gananciosa, não possuiria esse trejeito. Buscava constantemente respostas para aqueles perguntas de introdução à Filosofia: quem sou eu? Para onde vou? Onde estou? O que é o mundo?. Gostava de pensar sobre o Universo e sabia fazer isso sem aquelas comparações que acabam deixando as pessoas em depressão. Comparar-te ao Universo é burrice, desculpe falar desta maneira, mas o Universo é infinito e você não chega, ao menos, perto de ser assim. Voltando, ela ocupava seus pensamentos de maneira que nem as pessoas mais ocupadas do mundo poderiam fazê-lo. E o melhor, ocupava-os com bons pensamentos, aqueles que chegavam a sua mente por uma boa causa. O desejo de chegar a algum lugar era infinito e este lugar não estava, de maneira alguma, relacionado a um bom cargo na sua profissão, acredite. Mas, então, que lugar era este?

Um comentário:

Karoline Freitas. disse...

u_u Bobona.
Escreves tão bem, tão puro e verdadeiro que não sei como não me vê um caso perdido.

O lugar que ela tanto busca, seus pensamentos fortes e organizados, seus traços tímidos, sua beleza interna. Que personagem mais apaixonante.