segunda-feira, 16 de maio de 2011

A morte

Morro quando me alimento, respiro, fecho os olhos e durmo; quando abro os olhos e acordo. Estou morrendo a cada vez que bebo um copo d'água, a cada vez que sinto fome, que sinto meus lábios secos. Morro a cada vez mais quando penso, quando falo, quando imagino ou sonho. Morro cada vez mais quando provo para o mundo e quando digo para mim mesma "Sou um ser humano." Por sermos humanos, nossos pés, em todos os segundos que se passam, nos direcionam a um caminho que nos levará a morte.

"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela."
Fernando Pessoa

4 comentários:

Natalia Campos disse...

Eu ainda estou lendo este texto em meus pensamentos. Fiquei a pensar. Au revoir :}

Swallowed Words. disse...

Tu conseguistes me mostrar um olhar bem diferente e interessante sobre a vida, qual eu nunca tive em meus olhos. É estranho, tenho mais medo de vida eterna do que de um fim inesperado me alcançando. Nhá.

Vou-me indo para dar tempo de ler seus outros posts.

Natalia Campos disse...

Agradeço seu comentário em meu blog e sim, você acertou! É exatamente o que eu estava dizendo em meu texto: preciso esperar em Deus, mas agir até onde eu conseguir agir e o resto e o melhor deixo pra Deus agir. Não posso também ficar parada. Preciso esperar e ao mesmo tempo agir. Obrigada por comentar em meu blog. Beijos, querida. Au revoir!

Torcedor disse...

Olá Laryssa.
Post divulgado na Teia.
Até mais