quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O azul que decidiu ser mais do que azul

Da nave víamos
O azul
Gigantesco
Brilhante
Um mundo
azulado,
A Terra

Imaginávamos
os corações
os sorrisos
os abraços

Imaginávamos
as outras imaginações
as esperanças
os pensamentos
e as outras luzes
e as outras cores

De repente
Pude ver mais 
do aquele o azul
Será que ele também veria 
o mesmo?
"Você vê?"
Não, não via

Aquele azul colorido
estava só nos meus olhos
E em mim

Que pena que vê apenas o azul sem cor
Lindo, mas sem cor
Este era mais belo ainda
E não estava sozinho

Chamou os amigos
Fizeram a festa 
dentro de mim
Assim como faziam 
Com os outros olhos 
lá de baixo
Que os observavam 
brilhantemente

Explodiam 
junto a mim, 
junto a eles
Eram os fogos, 
os vestígios deles

O quase nada 
Transformou-se
Em tudo
Ganhei minha noite
Ganhei o mundo
Nascia, assim, 
no meio de toda a solidão,
uma alegria

[Sobre dois astronautas em órbita numa noite de ano novo. Um imaginou tanto que chegou a enxergar o que seria impossível de enxergar naquelas circunstâncias. E, foi assim que imaginação ganhou vida.]

Laryssa Guimarães

2 comentários:

Natália Campos disse...

Belo azul! :)

~Eric Farias disse...

Nossa, essa foi uma daquelas raras ocasiões em que eu consegui sentir e ver tudo o que a personagem sentiu ! A ultima vez que me senti assim foi quando vi V for Vendetta eu acho ! Está de parabéns Laryh ! Gosto do seu estilo "Freelancer" de escrever ! E saudades Dona Moça !