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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pensamento 15 de 365

você marcha, José!
José, pra onde?


C. Drummond 

Pra onde? Pra onde? Pra onde? 
Eu marcho... José, pra onde?


José, bem que você poderia ter todas as respostas do (mu)n(do).
Mas isso seria uma rima ou uma solução? Ou talvez devesse ser mesmo assim: você, José, a marcha, 
o onde-não-se-sabe-onde-é. 

Mas é logo ali, José. Sempre logo ali...
E, enquanto isso, a gente marcha.
Marcha, enquanto o isso
nos atropela.


[Não é poema. Não é prosa. Não tem rima. É José. É interrogação.]

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Muito tocável

Cheguei onde meu sonho estava. Ele ainda não havia se concretizado, mas estava lá. Ele ainda não era real, mas me olhava e deixava que eu o sentisse, que o olhasse.
Antes de sair do carro, fiquei um tempo sentada no banco, observando. Respirei fundo, levantei e bati a porta. Suspirei. "Vamos lá, Laryssa. Vamos lá.", pensei.
Comecei a caminhar por aquele lugar desconhecido. Sabia aonde teria que chegar e estava indo para lá lentamente com o intuito de aproveitar esse pequeno momento e respirar aquele ar, olhar ao redor e reparar os mínimos detalhes.
Algo me chamou atenção. As bandeiras de todos os Estados aparecendo sobre o vidro. Bonito. Em geral, tudo estava em completa perfeição.
Cheguei a portaria, logo me receberam com um sorriso. Andei até a secretaria, fui um pouco interrogada e sei que corei enquanto respondia.
O tempo passou rápido. Acho que demorei pouco mais de cinco minutos.
A atendente sentiu minha apreenção. Acho que estava visível de mais. Não gosto disso. Me sinto vulnerável e transparente quando percebem meus sentimentos.
Tudo finalizou com agradecimentos. Acho que ouvi me darem "Boa sorte." umas seis vezes. E eu realmente a teria?
Naquele momento, também me desejei boa sorte. Esqueci de todos os temores. Me desejei boa sorte. Preciso muito mais que isso, uma simples sorte, mas se ela estiver comigo, poderá me ajudar bastante.
Era estranho visitar o lugar que eu mais sonhara. Era estranho poder tocá-lo, ou sentí-lo. Era estranho vê-lo de perto enquanto eu o imaginava tão longe. Era estranho e bom ao mesmo tempo, saber que daqui a menos de um ano eu poderei estar ali. Contudo, aceitar toda essa estranheza foi muito melhor do que eu esperava. Até porque se eu passar na avaliação, aquele lugar será a minha segunda casa. Eu precisei aceitar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Escolha decisiva

"O que você quer ser quando crescer?" Isso me perguntavam quando eu era criança, agora essa mesma pergunta se transformou em "O que você pensa em cursar na faculdade?"
Quantas vezes ouvi essas perguntas? Perdi as contas.
Apenas tento me achar, tento responder algo concreto que não comece com "Eu acho" ou "Estou pensando em..." Apenas tento, infelizmente acho que nunca consegui. Ainda tenho dúvidas e faltam apenas 3 anos para que eu decida minha profissão. Não há muitas, apenas 214. Poucas, não? Risos.
Consigo me perder nesses 214 cursos e me perco muito. Compro revistas, procuro saber cada vez mais sobre cada uma delas. Marco as que me interesso, depois as leio novamente. Converso com quem trabalho naquilo que eu penso em ser futuramente. Tento me decidir, estou entre quatro profissões. Desisti de uma, então são três agora. Mas amanhã quantas será? Eu mudo de opnião a medida que vou sabendo, conhecendo cada uma.
Eu mudo, mudo de novo. Tenho minha escolha hoje e amanhã essa escolha poderá não ser a mesma, poderá não existir, ser diferente.
Apenas quero exercer algo que eu goste, que me faça bem. O menos estressante possível, que seja uma carreira estável também e dê dinheiro suficiente para ter uma vida boa financeiramente. 
Vou me decidir, prometi a mim mesma que não passará desse ano. Vou me decidir e pretendo fazer a escolha certa, ela decidirá o meu futuro.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Não um campeonato, uma corrida, apenas

Estou correndo. Correndo contra o tempo, correndo devagar, tentando chegar no futuro, não economizando. Apenas tentando melhorar o meu futuro tão sonhado que tanto me preocupo. Me pergunto se o futuro dos meus sonhos há de existir. Depende mim. Tudo depende de mim, depende do que eu fizer agora.
Tomar a escolha certa não parece tão simples assim. Falar é fácil.
O meu futuro está em minhas mãos, agora.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um dia...

Por que usamos essa expressão em algumas frases? “Um dia eu faço isso”, “Um dia eu começo minha dieta.”, “Um dia eu me apaixono.”, “Um dia eu passarei mais tempo ao lado das pessoas que amo.”, “Um dia darei valor aquilo que é realmente necessário.”, “Um dia eu estudo como realmente devo.”
Um dia. Um dia. Um dia. Argh!
Percebi que estava falando demais frases parecidas com esses exemplos. Logo vi que isso não era bom, pois eu estava deixando de fazer certas ações que poderiam ser feitas hoje talvez agora e passava-as para o outro dia. Que nunca chega. Fato.
Agora, tento aos poucos expulsar essa expressão de meu vocabulário. Afinal, por que deixar o que tenho de fazer para outro dia? Daqui a pouco estamos morrendo aí - sim, a vida passa rápido. Voa. Corre. – e não fizemos o que deixamos para fazer no dia seguinte.
Uma dica: se der para fazer faça, sempre que puder. Não deixe nada para amanhã ou semana que vem, pois nunca se sabe como será o dia de amanhã. Viva o que tem de viver hoje não outro dia.
Viva.

Dormir

Vontade de dormir. Por um bom tempo. Por um grande tempo.
Não simplesmente dormir. Não exatamente fechar os meus olhos e cair no sono.
Quero dormir. Dormir mesmo.
Não acordar amanhã nem depois. Só levantar quando tudo estiver resolvido. Quando o meu futuro estiver pronto.
Eu tenho medo do tempo. Queria que ele agisse sem me prejudicar mas acho que isso não é possível a todos os momentos de sua vida.
Parece que o tempo de meu descanso não está sendo o necessário. Ainda.
Preciso de mais. Mais tempo. Mais sonhos. Mais sonos. Mais noites e menos despertadores e obrigações, se possível.
O pior é: minhas obrigações estão apenas começando.
O costume virá. Eu espero.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Só percebo quando chega ao fim

Final do ano tá aí batendo na porta. Natal é amanhã. E faltam sete dias para que 2009 acabe.
A cada dia que se passa eu me assusto com a rapidez que o tempo corre, a rapidez que os dias se vão, que os anos chegam ao fim.
Segundos, minutos, horas, dias, semanas, anos. Nunca são uns iguais aos outros. Sempre diferente, seja de uma forma boa ou ruim.
Quando chega no mês de dezembro, começo a relembrar tudo que vivi no ano que está indo embora. Relembro de momentos, conquistas, diálogos, pessoas etc. Fico um tempão pensando no que fiz, no que deixei de fazer e quais serão minhas metas para o próximo ano. Ok, nessa última parte eu ainda não pensei totalmente.
Nunca pensei em 2010, exceto agora, em dezembro. Não gosto nem de escrever 2010. É estranho e acho que é só para mim. Eu gostava dos dois zerinhos que entre o dois e o nove.
Um ano par. Gosto de anos pares. São melhores do que os ímpares, penso assim. Mas 2009 já foi tão bom, tem como 2010 superar 2009? Só saberei a resposta dessa pergunta em dezembro do ano que vem.


Para vocês, que tenham um maravilhoso ano que está por vir e um feliz natal.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Amanhã

Estou com medo de acordar. Seguir a vida. Tenho medo do futuro. Nunca se sabe o que poderá acontecer. Nunca se sabe o que está reservado a você.
Tenho medo do tempo. Ele não me espera; não espera ninguém e quando o vejo, já passou. Já se foi.
Vivo. Vivo sim. Sem pensar no amanhã, mas não deixo que o amanhã atrapalhe meu futuro, um futuro melhor. A escolha é minha. Há um mundo de decisões me rondando, basta apenas fazer a escolha certa. Mas isso não é tão fácil assim.