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sexta-feira, 1 de março de 2013

À noite, o sol também sonha

Dó de mim
se lá
o sol
da ré.

Mas farei-me
sol lá
dentro de quem
houver alguém
Sim,
sem dó
com sol, sim
lá, sem recuar
de mim
[A peça ideal para o título seria - a 
inspiração - "Lá se dorme um sol em mi menor", 
verso da música Pena, do Teatro Mágico.]

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pensamento 11 de 365

O som das teclas de um piano preenche o silêncio, o ambiente, a gente, não deixa nenhum vazio cheio pela metade.

domingo, 27 de novembro de 2011

O encontro, parte um.

Não poderia ser. Ou seria? Não, não. Já estou numa idade avançada, não posso confiar nos meus olhos. Mas parece real. Não pode ser. Apertei mais meus olhos e agucei meus ouvidos em vão. Ele estava tão distante. Num momento, pareceu perceber que eu o estava fitando e olhou para mim. Oh, céus. Não pode... Era ele. Era ela. Eram eles três. Escondi-me nas sombras, deixando-os ir.
Passei dias repensando sobre aquele momento que durou menos de dez minutos. Parecia ter sido mais de tanto sentimentos e pensamentos complexos que se passaram dentro de mim com tamanha rapidez. 
O menino, num outro dia, quando me dei por mim, ele estava ao meu lado. Trouxe-o comigo sem que ninguém percebesse. Devolveria-o, mas só depois. Agora ele era meu. Precisava aproximar-me um pouco mais daquela criatura.
Quando o observei mais de perto e mais demoradamente, consegui estudar cada detalhe nele. Os seus olhos... Os seus lábios... Os seus cabelos loiros... A sua voz... Tudo me lembrava dela. Agarrei-me ao que  senti naquele instante e deixei que todos os sentimentos tomassem conta de mim, até que tive que virar meu rosto para outro lado. Senti lágrimas pedindo para saltar dos meus olhos. Não. Não ali e com ele. Escondi-me mas, dessa vez, foi dentro das minhas próprias sombras. Queria tocá-lo, tenho certeza de que a sua pele também era igual a dela, macia. 
Ouvi boatos de que aquele menino existia, porém recusei-me a acreditar, e, agora, ele estava alí, bem a minha frente. A destruição da minha vida existia em carne e osso e encarava-me com aqueles lindos olhos castanhos-claro tão parecidos com os de sua mãe. 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Em busca da inspiração, segunda parte.

Essa menina, parecia ser perfeita e diferente a alguns olhos mas, como dizem por aí, ninguém é perfeito. A maior imperfeição dela era a constante batalha de ideias que havia dentro de si. Não conseguia compor uma música se quer, mesmo amando cantar; não conseguia escrever um livro, mesmo tendo um amor imenso pela escrita; não conseguia escrever um pequeno poema, mesmo estando sempre a par dos melhores poetas de seu país, dos seus melhores trabalhos; mesmo amando ler poemas e pensar sobre seus temas de maneira que levassem-na para muito longe do lugar onde estava. Contudo, ela não conseguia compor ou escrever.
Havia muito inspiração no coração daquela menina, uma inspiração que ficava à flor da sua pele, se debatia, gritava, mas não conseguia se libertar. A menina podia parar, pensar bastante durante horas, e a inspiração continuava dentro dela, sem encontrar uma porta de saída, uma válvula de escape. O choro vinha aos olhos dela, sentia angústia, passava a ter um gosto amargo na boca. Mas, quando momentos como esses chegavam até ela, o que acontecia com frequência, procurava ouvir alguma música que abraçasse-a, confortasse-a com a sua melodia e palavras. Seu gosto musical era a sua alma e, na escolha da música certa, a calma, a quietude enrroscava-a nos seus braços, tirando a acidez de sua boca e a amargura do seu coração temporariamente.


Nota: não esqueci de responder a pergunta que finaliza a primeira parte deste texto. Ela será respondida implicitamente na quarta (e última) parte deste texto.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A música está em você?

Meu coração foi abraçado, encontra-se quente e vivo demais. Ele estava tremendo, congelando e, num segundo depois, aqueceu-se com um abraço que ninguém pode oferecê-lo, mas a música pode. São tantos sentimentos, tantas emoções, tanto desequilíbrio de meus batimentos cardíacos que mudam de ritmo agora e, daqui a pouco tempo, voltam ao normal. Às vezes é duradouro. Mantenho-no vivo durante meses, anos e as pessoas acabam confundindo com fanatismo. Não é fanatismo, digo eu, é paixão. Há uma diferença enorme aí. Mas, não entendem por não terem um gosto sobre a música totalmente formado, ainda. É uma pena. A música traz vida a mim e sei que pode trazer vida para todos, se tiverem sentimentos e souberem ouví-la.
Treine seu ouvido e seu coração se encaixará facilmente no ritmo. Talvez isso leve tempo, talvez você aprende rápido. "Cada um com o seu cada um.", como já diz a minha avó.
Entre para este mundo que é capaz de te acolher em todos os momentos da sua vida. Um mundo que pode se transformar no seu melhor amigo. Um mundo que é amigo, que sabe abraçar, sabe te aconchegar, te dizer a verdade, te inspirar, te fazer sentir. Venha conhecê-lo, não perca tempo. Curiosos, visitantes ou moradores, todos são bem-vindos.
Se alguém quiser que eu dê algumas dicas de músicas para que você ouça, pode me dizer que eu farei isso.

sábado, 2 de abril de 2011

No one would listen

I long to teach the world
Rise up and reach the world
No one would listen
I alone could hear the music

Then atlast, a voice in the gloom
Seemed to cry, "I hear you!
I hear your fears,
Your torment and your tears!"

She saw my loneliness
Shed in my emptiness
No one would listen
No one but her
Heard as the outcast hears



Cena (linda) que, infelizmente, foi excluída do filme "O Fantasma da Ópera".

quinta-feira, 3 de março de 2011

Parte de mim

Sentada no chão da sala, encontro-me submersa em meus pensamentos ou, ao menos, tentando estar. Há tanto barulho lá fora, tanta confusão. Pessoas falando ao telefone, vozes que nunca ouvi que falam através de entonações estranhas. E, uma música que me fez esquecer de todos os seus ao meu redor e que eu entrasse num Universo paralelo.
 Não há vocalista algum. Ouço apenas instrumentos que tento identificar quais são, mesmo não tendo uma grande sabedoria sobre eles. Apenas tento identifica-los aqueles que conheço. Tento, também, fazer tal música ser parte de mim. Ela é linda. Eu a quero como um pedaço meu, algo que eu possa tocar e sentir quando quiser.
Algo que seja meu, de certa forma. Algo que, quando for ouvido por meus ouvidos, não poderá ser ouvido da mesma maneira por outros ouvidos. Ela será única para a minha audição. Única.
A música me compõe e me recompõe. A música é viva e me faz viver, é uma arte que não posso deixar morrer.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Coldplay - Fix You

Quando você faz o seu melhor, mas não tem sucesso
Quando você tem o que quer, mas não o que precisa
Quando você se sente tão cansado, mas não consegue dormir
Sem conseguir ir pra frente

E quando as lágrimas escorrem pelo seu rosto
Quando você perde algo que não pode substituir
Quando você ama alguém, mas não dá certo
Poderia ser pior?

Luzes vão te guiar para casa
E incendiar seus ossos
E eu vou tentar te consertar
Bem lá em cima ou embaixo
Quando você está tão apaixonado para se libertar
Mas, se você nunca tentar, nunca saberá
exatamente qual é o seu valor

Luzes vão te guiar para casa
E incendiar seus ossos
E eu vou tentar te consertar

sábado, 24 de abril de 2010

MGMT - Kids

Tradução

Você era uma criança
Se engatinhando em direção a ele
Deixando mamãe tão orgulhosa
Mas a sua voz é alta demais
Gostamos de ver você rindo
Catando insetos de plantas
Sem tempo para pensar em consequências

Controle-se
Tire apenas o que você precisa dele
Uma família de árvores querendo ser assombrada
Controle-se
Tire apenas o que você precisa dele

A água está morna
Mas está me dando arrepios
Um bebê nasce
Chorando por atenção
Memórias desaparecem
Como olhar através de um espelho enevoado
Decisões também,
Decisões são feitas, não compradas
Mas eu achei que isso não doeria tanto
Acho que não

Controle-se
Tire apenas o que você precisa dele
Uma família de árvores querendo ser assombrada
Controle-se
Tire apenas o que você precisa dele
Uma família de árvores querendo ser assombrada

domingo, 11 de abril de 2010

Respire, e eu te levarei para longe através do céu de veludo
E nós mexeremos nas estrelas
E as veremos cair sobre a Baía de Hudson
E sumir de vista e som
A brisa de verão te varrerá através das colinas
Aonde eu vivo, em cima dos alpes
Sob as auroras boreais, eu passo as minhas noites mais frias
Sozinho, acordado e pensando no fim de semana em que estávamos apaixonados

Viver entre o topo dessas montanhas pode ser tão chato
A mil milhas de distância da maré
Mas fotos dos shoppings de Nova York nas paredes
Me distraem, então eu fico aqui dentro
Eu queria que os foguetes ficassem em exibição
Porque eu faria uma isca e miraria
E os pescaria no céu, minha querida, eu e ela
Nós estamos aguentando, então nos leve para o alto
Para cantar adeus ao mundo

Eu estou flutuando para longe
Perdido em um ballet silencioso
Eu estou sonhado que você está lá no céu e eu estou bem ao seu lado
Acordado para apreciar a vista
Longas noites e precoces paradas
Imóveis fotos e barulhentas galerias
Minha querida, nós estamos na asa, olhe para baixo e continue cantando!
E nós poderemos ir a qualquer lugar

Você está aí?
Você está aí, ou você é só um sonho em minha mente?
Eu estou em casa ou eu estou apenas percebendo que estou sozinho?

The Fray

sábado, 20 de março de 2010

Flor da Idade

A gente faz hora, faz fila na vila do meio dia
Pra ver Maria
A gente almoça e só se coça e se roça e só se vicia
A porta dela não tem tramela
A janela é sem gelosia
Nem desconfia
Ai, a primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor

Na hora certa, a casa aberta, o pijama aberto, a família
A armadilha
A mesa posta de peixe, deixe um cheirinho da sua filha
Ela vive parada no sucesso do rádio de pilha
Que maravilha
Ai, o primeiro copo, o primeiro corpo, o primeiro amor

Vê passar ela, como dança, balança, avança e recua
A gente sua
A roupa suja da cuja se lava no meio da rua
Despudorada, dada, à danada agrada andar seminua
E continua
Ai, a primeira dama, o primeiro drama, o primeiro amor

Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha

terça-feira, 16 de março de 2010

Caixinha de música

Sete notas são tão pouco,
Mas são mais que o infinito,
Que todas as galáxias juntas,
Com seus anjos e cometas.

Sete notas musicais
são mais que todos os mares
com seus cristais e sereias.

Sete notas são mais
Que todos os grãos de areia,
E fazem estrada e caminhos,
E nos levam pelo ares, pelo chão
Até o moinho do tempo

(Caixinha de música, Rio de Janeiro, Manati, 2004.)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um violão.

Duas famílias. Uma cantora. Um violão. Música.
Para mim, isso pode se encaixar como umas dos mais perfeitos momentos da vida.
Adoro cantar. Adoro ver pessoas cantando. Adoro sentir o maravilhoso som que saem das cordas de um violão.
Podem ser simples momentos mas que me marcam. Muito.
É especial.

A Banda - Chico Buarque

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Meu delírio

Certas palavras mexem comigo junto com seus rítimos que me dominam por completo e me fazem fechar meus olhos e cantar o mais alto que posso mas não com minha voz e sim com o meu coração, expressando o que realmente sinto.
Mexo minha cabeça, faço movimentos ritmados com ela seguindo o som a todo momento.
Se há algo que mexe comigo são músicas. Música.
 Ah!
Mesmo que não sejam criadas por mim mexem comigo, mesmo que eu não a cante, contiunam mexendo comigo de uma forma meia anormal até.
Minha vida tem uma trilha sonora. Há músicas que não pertencem a mim mas fazem parte de mim.
Desde pequena sentia essa ligação que tenho com canções. Sempre fui de cantar. Há pessoas que sabem sobre o meu estado só de prestar atenção em que música estou cantando durante aquele dia.
Certas canções de tornam inesquecíveis. Certas canções tornam pessoas inesquecíveis pelo simples fato de você lembrar-se dela enquanto a ouve.
Para mim uma boa música diz mais que um grande texto, diz mais do que muitas palavras.
A música expressa sentimentos, lembrançam enfim. É algo mágico. Eu a sinto. Não é algo comum. Me domina. É o meu delírio. Meu pequeno delírio. Jogo meus braços para o ar, fecho os meus olhos e me deixo levar, simplesmente me deixo levar.