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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Pensamento 21 de 365

Aquela noite. Aquele dia em que acordo com a frase "hoje eu tive um sonho ruim". Explicação de um acordar cedo, acordar antes da hora que realmente faz, o acordar. Apesar do sonho "ruim", há uma disposição (incompreendida externamente), mas deixando-me mais perto da leveza do caminho.

A influência que dizem existir existe realmente. E sem como mentir, ela aparece. Na maneira mais clara, na maneira mais profunda. E na maneira mais notada, dizendo: liberte-se. O que aparece no meu sonho não é o que penso, mas o que ouvi ou disseram. Como se ela fizesse parte de uma trama, uma trama que nunca fez parte dela. E aparece claramente, caminhando, no olhar. Sem dizer uma palavra, ela passa e deixa todo o sentido escondido agora à mostra. Agora entendo sobre o que falavam do sonho. Na verdade, descubro porque o que me aparece ainda é aos poucos (mas o pouco que muito revela). Uma maneira de olhar para o mais dentro de nós e enxergar o que existe incontestavelmente e só, depois de enxergar, contestar. (E mudar.) Não há liberdade maior do que pensar por você mesmo, por isso mudar. Não há liberdade maior do que, o interior conversar com você mesmo (e isso, sim, aparecer no sonho, esse que revela um tanto da verdade, seja de liberdade ou prisão). Ver o que pensa, o que sente, andando, caminhando, criando histórias involuntárias e que existem o tempo todo. Quietas e ao mesmo tempo falantes, guia das atitudes. E da maneira como me comporto. Agora sei que ela criatura silenciosa, pensamento andante, não quero vê-la de novo (e quando assim for, saberei que uma partezinha, mínima, de mim estará mais livre do que era antes). 

domingo, 12 de abril de 2015

Permanência

Sempre é bom repensar pensamentos. Aparece-me aquele subpensamento que quase nem percebo quando aparece e de repente, entre um silêncio e outro existente entre a voz de um pensamento e outro, ele aparece. Quase imperceptível. Miúdo. Quase calado e sem voz, porém fala. Baixo e curto, e é ouvido assim como é. Quanto mais aparece, por mais mínimo que seja, aparece ainda mais. Cresce cada vez um pouco mais. Até que se transforma em quem é: pensamento. Até que se transforma em quem deve ser: atitude. Até que se revela em quem sempre foi: sentimento. 
Todos como uma semente. Primeiro uma que imaginamos pequena que nascerá, depois a sentimos nascer ainda pequena, um broto protegido que dentro de si já há a primeira folha, a primeira raiz. Cresce, virá planta, a sentimos cada vez mais, a pensamos cada vez mais e agimos com ela ainda mais. Cresce, virá árvore e permanece em nossa vida. 
Assim é o ensinamento. As ideias. A imaginação. O sonho. A realização. Uma planta que vive em nós e por isso nos faz ser diferente por toda a vida. Uma planta que é parte e é quem somos. Uma planta que é a nossa própria semente que se transborda, se revela, é no mundo ao redor, no sentimento ao redor, no olhar ao redor, nas pessoas ao redor e por simplesmente ser quem somos.
A escolha dela define um caminho. Por tantas sementes que tive, tantos reflexos me vieram. Tantas alegrias. Uma semente a mim é aquela de notar uma semente ruim sempre a tempo de pensar uma boa. Esta é jovem, mas forte e, diante de uma tristeza, faz enxergar as alegrias que se recobrem por dentro e só são possíveis se eu me dispor a possibilidade de enxergá-las. Que esta cresça. Que em mim haja árvores sempre boas e eu sempre possa plantar um pouco delas em cada um a cada dia, cada aniversário, cada encontro, cada palavra, conversa, demonstração. Cada vida. Cada viver. Que o pensamento seja em harmonia ao sentimento e a ação, sem espaço para dúvida permanente sobre "o que não pode ser, porque não é" e sim a certeza do que é, está aqui, existe, precisa ser em pensamento, sentimento e ação.


Com essa postagem, volto a escrever.
Meus melhores desejos a todos.
Que possamos ser sempre a simplicidade e a beleza de quem somos
a cada dia.
Apesar do mundo ser como é, somos quem somos e isso não muda.
Nós o mudamos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Reticências, segunda parte.

Sentiu o vento que a encontrava pela janela que quebrou todo o seu corpo - agora feito de vidro - ao piscar os olhos de seu sonho acordado. Acordou. Soltou um suspiro preso. Soltou-o ao prender-se, ao prender toda a cena na imaginação... como sempre. 
- Ah... por que é tão difícil?
Voltou ao ponto inicial.
- O quê?
- Nada...
E, de lá, não se moveu.
Não houve mais diálogo. O que existiu depois foi somente olhares presos - e não entre os olhos que se encaravam porque não se encarara - entre as vozes das paredes e das coisas ao redor que criavam vida ao rir da sua falta de coragem, do seu medo de agir. Gargalhavam e agrediam a cada risada solta. Como defesa, ela se fazia de surda, ignorava. Ele não se fazia de surdo também porque não tinha ouvidos capazes de ouvir tais risadas, mas estava se saindo um cego nato, e ignorava. Os objetos ouviam e enxergavam. A vida passava. E era só: passava....
Passou...
Seus sonhos moraram somente dentro dela, coitados, nunca conheceram lugares diferentes, nunca respiraram novos ares que não fossem os de sua mente. Mesmo assim, tinham um bom lar, disso não podiam reclamar. Apesar de serem sonhos nascidos de uma imaginação que não os realizaria, eram bem sonhados. E tinham sorte por isso. O coração sonhador que habitavam era forte e, assim, faziam com que este não perdesse sua força, sua vontade... Não os perdesse agora nem aos outros que viriam. Faziam com que ela não se perdesse. Ajudavam-na sem que percebesse.
Mas esta ajuda muito lhe custou...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A curiosidade matou a curiosidade

A curiosidade, dominou-me, admito. Senti a necessidade de virar aquelas páginas como se a minha vida dependesse por completo desta ação. Fui virando-as rapidamente e lendo frases soltas em cada página mais rápido ainda. Naquele momento, meus olhos tinham sede pela leitura. Era impossível segurá-los, parecia que tinham ganhado vida própria.
Achei, achei! Lá estava o que queria! E neste exato momento percebi o quanto havia arruinado o meu próprio momento e o meu futuro. Não deveria ter lido, não deveria! Por que fui dar ouvidos para curiosidade? Por que deixei que ela me dominasse? 
Larguei os meus olhos daquelas páginas, daquelas palavras e agora eles estavam totalmente ao meu controle, mas quem havia saído de si era o coração. O que ele sentia no meio daquele mundo de sentimentos?
Fechei meus olhos o mais forte possível e desejei que tudo aquilo fosse um sonho.
Mas era real.
Às vezes, desejamos que um sonho seja realidade mas há vezes onde desejamos que a realidade seja um sonho.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aquela rua

Às vezes, tenho vontade de conversar com o vento mas, se eu fizesse isso, teria fama de ser insana. Disso eu tenho certeza. O que eu não consigo entender é porque eu continuo me importando com o que achariam. Talvez seja porque tenho medo de desapontar àquelas pessoas que sempre me amaram, ao mostrar a elas que sou muito mais do que elas pensam, mostrar também que tenho um jeito diferente do que elas estão costumadas a me ver e observar. Mas sabe o que me deixa com mais vontade de falar com o vento? Saber que as pessoas com quem que preciso conversar, não estão comigo agora. Na verdade, não sei aonde elas estão. Jogar palavras ao vento não valeriam muito, mas, talvez, faria bem para mim? Não sei bem, eu penso assim. Jogar palavras ao vento fariam-me sentir que a pessoa com quem eu estivesse querendo conversar, estaria me ouvindo? Provavelmente sim, mas seria pura ilusão. Como eu disse, não valeria de nada e, no final, eu me sentiria uma tola.
Queria procurar por essas pessoas. Sou capaz de dedicar a minha vida para tentar fazer isso porque, quando elas se foram, perdi a minha vida. Perdi quem eu realmente era, me perdi de mim mesma e não consigo me encontrar, por mais que eu tente ou queira.
A rua da perda é longa e se você anda por ela durante muito tempo, não vai achar o caminho de volta porque o que você estava acostumado a ver e a viver, não será mais o mesmo. Daí a saudade vem e é impossível lutar contra ela.
Impossível.
Portanto, ainda estou aqui esperando um sinal de vida. Esperando um sinal de vocês, a minha vida.

sábado, 24 de abril de 2010

A pequena bailarina


Meu sonho. Ser uma bailarina, não uma grande bailarina, não fazer sucesso com o seu dom, simplesmente ser uma bailarina amante de sua dança: o balé.
Sei que estou velha de mais para me adaptar com a dança que nunca exercitei antes. Apenas vi, assisti, com os olhos brilhando e coração acelerado de emoção, de sentimento tocados pela dança acompanhando a música calma, lenta, instrumental.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Há fraudes. Há exceções.

Vejo artistas que não são artistas. Atores que não atuam. Cantores que não cantam. E eles ainda conseguem fazer sucesso sendo assim. Por que será? Será que há pessoas são tão ingêuas a ponto de não enxergarem a falta de talento? Acabam idolatrando-os no final, infelizmente.
Há tantas músicas que não são músicas. Tantas pessoas que fazem sucesso sem motivo, simplesmente fazem sucesso. E ainda há gente que gostam delas.
Penso naqueles que são verdadeiros. Verdadeiros compositores, poetas. Aqueles que sabem escrever, sabem cantar ou atuar. Aqueles que tem um enorme talento, mas nunca tiveram chances para mostrar esse talento ao mundo. Sei como é isso. É tão forte que se torna um sonho. De consumo. Há tanto desejo, tanta vontade. Você fica se movimentando aos poucos esperando apenas que uma oportunidade se aproxime para que você possa abraçá-la com todas as forças e nunca soltar.
Um dia esse dia chega. Ou você morrerá sem realizar esse sonho.
A vida é assim. Ás vezes injusta, ás vezes não. Mas não se crucifique por não ter acontecido, haverá outros caminhos. Sempre haverá outros sonhos, alguns passam despercebidos ou estão até prontos para serem realizados mas você não vê por estar focado numa outra expectativa.
O homem faz seus planos,
mas somente Deus decide se irá transformá-los em realidade ou não.


Li ou ouvi essa frase em algum lugar, não sei exatamente onde foi. Normal.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sonho que não vem

Há quanto tempo que não tenho um sonho. Aquele sonho bom que merece ser chamado de o sonho.
Aquele sonho da madrugada que faz com que você se desligue um pouco do mundo e viaje sob ele por um tempo.
Ah, tenho saudade de sonhos como esse. Não sei por que eles não vêem até a mim. Será que tenho de procurá-los? Onde estão? Eu os quero. Acho que isso não é pedir muito. Ou será que é?
Um sonho. Um bom sonho. Ah!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Lixo vivo


Eu ouvi ela perguntar a mim:
- Laryssa, onde estão suas pastas? Traga-as aqui para que possamos esvaziá-las.
Engoli um seco. E dei graças a Deus por ela não poder ver minha expressão.
- Tudo bem, vou buscá-las.
Ok, para início de conversa, não estava tudo bem. Minha cabeça girava. Eu precisa pensar em algo e bem rápido. Ela não poderia ver minhas pastas, de forma alguma. Lá estavam uma parte de minha vida que ninguém conhece. Era algo pessoal.
Eu guardava meus textos, minhas poesias, minhas histórias, minhas fantasias. Guardava palavras. Muitas palavras e não só minha, mas de outras pessoas também.
Para falar a verdade, eu não ligava para minhas palavras e meus textos. O que me importava era o que eu havia escrito de coração, para alguém muito importante que hoje se  tornou apenas uma forte lembrança, nada mais. E eu não tinha muitas lembranças concretas, apenas aquelas. Eram as únicas.
Ninguém poderia vê-las.
Decidi tomar uma atitude drástica. Foi a única que pensei no momento. Agi.
Um minuto depois me vi tirando todos os papeis que estavam entre os plásticos, meio escondidos até. Segurei-os entre minhas mãos e amacei. Todos.
Parecia estar amaçando uma parte de minha vida.
Aquelas palavras eram doces, relembravam momentos felizes que vivi. Eu estava jogando-os fora, por simples medo.
Eu os amacei. Devagar. Depois corri até a varanda, avistei a lixeira e com delicadeza, joguei minha querida bola de papel dentro.
O meu plano era que ela ficasse lá por um tempo, depois eu a pegaria de volta. Com direito a remexer o lixo e tudo.
Fiz isso.
No outro dia, levantei e fui direto procurar por minha bola de papel.
Ela não estava mais na lixeira.
Parei por um momento. Eu me sentia péssima. Muito péssima.
A lembrança concreta da melhor parte de minha vida havia ido embora. As palavras que nunca foram vistas ou lidas por alguém a não ser eu mesma. Palavras humildes, carinhosas. Palavras de amor. Pura paixão. Palavras que expressavam minha felicidade, que naquela época era denominada de Felipe.
Eu a perdi. Mas ainda as tenho em meu coração. Elas estarão seguras aqui. Estarão guardadas. Eternamente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Duas pessoas com apenas um sonho

Eu estava bem. Estava vivendo minha vida com tamanha tranquilidade. Meus dias eram iguais, eram os mesmos um após o outro.
Eu acordava e já sabia do que esperar daquele dia que estava apenas começando.
 Uma pessoa chegou. Ganhou meu coração e agora tem a minha amizade.
Querendo ou não, ela mexeu um pouco com o meu mundo. Ela se tornou importante para mim, me fez acreditar no que já estava perdido. Me fez acreditar em um sonho que foi esquecido. Me faz acreditar no que era quase inexistente. Me fez ter esperanças no que eu julgava ser impossível.
Percebi que tínhamos o mesmo sonho. Correríamos atrás dele. Acreditamos nele. Mesmo sendo um sonho, mesmo não sendo real (ainda), nós acreditamos.
Nos unímos. Estávamos juntas nessa, contamos uma com a outra. Sei que ela não me deixará esquecer o sonho que vive dentro de mim e eu farei o mesmo por ela.
Agora, esse sonho está me consumindo como se eu precisasse dele a todo momento.
Não tenho pressa. Darei tempo ao tempo.
Um dia estarei cantando em um palco e quando for a hora de cantar uma das minhas melhores músicas eu a chamarei para cantar comigo:
- Patrícia, venha amiga. Venha.
Nesse dia meu sorriso estará incontrolável. Minha voz encantadora. O público vibrando, gritando nossos nomes.

Algumas palavras de Patrícia:
VOCÊ faz a minha VIDA ter valor, me faz FELIZ, me faz ACREDITAR!